19/05/2018

Carta para alguém que eu conhecia

Eu (quase) nunca dedico texto a alguém. Minha terapia sempre foi a escrita, e com o passar dos anos percebi que, se de alguma maneira eu consigo condensar sentimentos em palavras, é porque parte da intensidade deles foi perdida. Não que eles deixaram de existir, mas não se tornaram tão pesados de carregar.

Não é uma constante, porque as coisas mudam, o tempo passa e a vida segue seu ritmo.

Mas hoje em especial eu dedico esse texto a você. Dediquei muito tempo nesse último mês pensando em como eu iria terminar esse capítulo. Percebi que o caminho mais fácil não era o certo, nem o que conseguiria expressar um terço do que eu gostaria de dizer, então eis aqui parte da minha trajetória para o fim.

Dentro de todas as coisas que o Universo e os Deuses colocaram em meu caminho, você com certeza foi a mais importante. Uma amizade que surgiu nas alturas. Sem começo certo. Muitas noites em claro com discussões filosóficas acompanhadas de pão de queijo e uma panela de beijinhos. Inúmeros áudios no whatsapp, conversar diárias constantes, que só se multiplicavam quando nos encontrávamos. Horas em filas para escutarmos novas experiências. O cuidado da escuta, e o espaço da fala. 

Criamos tantos planos, enfrentamos tantas coisas. E sempre nos vimos como inseparáveis, irmãs de coração que nem o tempo conseguiria nos distanciar. A única pessoa que me conhecia por completo, as partes boas e não tão boas assim. Uma ponte de mão dupla sobre um mar azul, que prometi proteger de todas as maneiras possíveis.

Acho que estava tão focada nisso, que não percebi as rachaduras. Internas, pequenas, que pareciam inofensivas mas que mereciam atenção e quando eu finalmente percebi, já era tarde demais. Lembro exatamente o dia em que nossa ponte trincou, era um domingo de chuva, uma mudança de planos, e eu voltava pra casa sozinha. Doeu tão fundo, que alguns pedaços caíram no mar.

Tentei recuperar os pedaços, tentamos. Os remendos toscos refletiam o nosso desespero. Uma vez quebrado nunca mais o mesmo. O mar começou a subir e aos poucos tocou nossa ponte. Foi nesse momento que percebi, remendos não adiantavam mais, palavras não adiantam. Eu abri mão. O mar dentro de mim transbordou e nossa ponte despencou.

Nossos mares nos levaram a lugares diferentes. Eu tentei lutar contra a correnteza, tentei te alcançar de todas as formas que estavam ao meu alcance. Mas você não olhou para trás, mesmo sabendo que aquilo te machucava também. Você seguiu em frente, com as pessoas que mais importavam na sua vida. 

Eu gritei, chorei, me contorci de tanta dor que senti. Parecia que minha vida não faria sentido sem a sua amizade. 

Mas eu segui em frente, assim como você. Foi difícil no começo e eu ainda me pego sentindo saudades, mas agora é isso. Saudades. Sem dor, nem lágrimas. Elas só aparecem quando lembro do Ano Novo que passamos juntas, dos encontros nos cafés e das nossas cartas. Essa nostalgia nunca vai passar. Porque eu entendo agora, como eu faço parte da sua história, assim como você faz da minha.
Esse tipo de amizade não dura para sempre, mas é eterno no passado. E sei que mesmo tão longe uma da outra, nós estaremos sempre conectadas pelas nossas lembranças. Nossos planos e promessas não foram quebradas ou jogadas fora, mas elas pertencem ao passado e não se aplicam mais a nosso presente, nem futuro.

Nós não pertencemos ao presente, nem ao futuro.

Há outras pessoas, outras amizades, que irão nos acompanhar e eu espero que, do fundo do meu coração, que elas sejam dignas da sua companhia, das suas risadas e de seus pensamentos. Nossa história chegou ao fim naquele último abraço. Talvez nós ainda tínhamos muito o que conversar, mas isso já não importa mais. Você sabe como eu sou, sabe que depois dessas palavras não irei voltar atrás. 

Talvez esse seja o motivo de eu continuar sentada na praia, eu esperava alguma coisa, qualquer coisa. Tão ingênua e contraditória, eu ainda acreditava nos nossos sonhos. Mas você não me pertence mais, e eu não tenho mais espaço na sua vida. E está tudo bem. Repetíamos isso uma para outra, que ia ficar tudo bem. Eu continuei repetindo isso pra mim, até que percebi que não precisava mais. Porque estava realmente tudo bem. 

Foram suas escolhas. Minhas escolhas. E finalmente um fim.

18/05/2018

Projeto Psicologia das cores // Rainbow


Vocês já pararam para pensar o que é cor?

Em termos técnicos cor é um fenômeno químico, físico, óptico e sensorial. Mas quando paramos para pensar em como ela está presente em nosso cotidiano, podemos dizer que a cor nada mais é do que uma forma de linguagem e comunicação (assim como o som e as imagens).


Se para você é difícil ver a cor dessa forma, imagine alguma comida ou lugar que você goste; agora imagine ele preto e branco. Tenho certeza que a sensação será diferente. Muitas vezes, não precisamos nem imaginar as coisas em preto e branco, simplesmente preste atenção em lugares cotidianos e foque em suas cores, uma hora você irá perceber certas tonalidades que passaram despercebidas.

As cores existem na natureza como pigmento (real), entre a polaridade preto (ausência de luz) e branco (luz total), e as únicas existentes são o vermelho, o amarelo e o azul. Todas as outras cores são ilusões de ótica criadas pela retina. A cor também existe como cor luz, nela sua matriz é o famoso RGB ( vermelho, verde e azul). 


Além de tudo isso, cores provocam sensações. Somos desde pequenos ensinados a associar cores á sentimentos ( exemplo: vermelho é a cor do amor), mas seu poder vai muito além do que simples associações. A psicologia das cores ou teoria das cores, vem sendo usada a muito tempo por fotógrafos, cineastas, arquitetos, designers e outros profissionais, para reforçar e provocar sentimentos e sensações no público de maneira não explicita.

Para terem uma noção de como o estudo das cores é algo muito complexo, pegando como exemplo nosso tão conhecido (e amado) arco íris, que contém sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta, mas a maioria das pessoas enxergam apenas seis. E uma curiosidade que poucas pessoas conhecem, é que a luz da Lua também tem o poder de criar arco íris.

E foi isso, um pouco (bem pouco) de base "técnica" das cores.

Fiquem bem e até.


13/05/2018

My mad fat diary // Review


O ano é 1996. O pôr do sol é laranja, as pessoas gravam CDs para ouvir suas músicas e os amigos se encontram em cafeterias para conversar.  Rae é uma garota de 16 anos, aparentemente como qualquer outra. Tem pôster de Oasis por todo o quarto, gosta de doces e está com os hormônios explodindo por qualquer garoto que veja. A única diferença de Rae é que, diferente do que os amigos pensam, ela não passou as últimas férias na França. Ao invés disso, ela estava em um hospital psiquiátrico, se cuidando pela tentativa de suicídio que cometeu na última primavera.

(Pintrest)

My mad fat diary” é uma daquelas séries cômico dramáticas sobre adolescentes. Lançada em 2013, a trama inglesa é baseado na obra “My Mad Fat Teenager Diary”, de Rae Earl (concidence?).  Apesar da trama ter um alto teor cômico, não se utiliza do drama forçado visto em 13 Reasons why ou da alegoria de SKINS.  O suicídio, os transtornos alimentares e crises de personalidade não são elementos que definem  a protagonista, mas são elementos  que ela tem de aprender a lidar ao longo de sua volta pra casa.

"Pessoas quebradas enlouquecem as vezes. Isso é o que elas fazem."


                Rachel tem um humor ácido, pensamentos autodepreciativos e problemas com sua aparência, elementos que contrastam bem com sua esperança e inocência adolescente. Seu desejo de ser aprovada e de não ser “a doida do rolê” é tanto que desaguam em diversas crises de personalidade e reflexões sobre a vida e as pessoas que a rodeiam. Repleta de clichês, a série traz  a melhor amiga perfeita, o bonitão apaixonante do grupo, o psicólogo sagaz e os amigos problemáticos do hospital. Mas particularmente, gostei como não há o julgamento de valores, como cada um, inclusive a protagonista, tem carta branca para tomar péssimas decisões e lidar com as consequências acarretadas.
Ao som da ótima trilha sonora dos anos 90 – olá Radiohead e Oasis - é impossível não se afeiçoar com Rachel e não se enxergar na maioria das situações que a protagonista encara. A intimidade da narrativa se dá pelo fato de que conhecemos muito por meio de seu diário, uma forma de desabafo e comunicação da garota. É uma daquelas séries para maratonar no domingo, dar boas risadas e desejar que, assim como no último episódio, tudo na vida se resolva no final.

A série conta com três temporadas e está disponível legendada com qualidade aqui (#nãotemnoNetflix). Particularmente, achei o final da primeira temporada satisfatória e não sei se terei curiosidade suficiente para encarar o resto.

 "Estou feliz que esteja mal. Isso te torna mais real. Como nós" 
 (diálogo entre Ray e seu psicólogo.)

Espero te tenham gostado
Nem dignidade tenho de pedir desculpas pela demora
Até mais 


20/02/2018

São Paulo em um dia // Alguns museus da Av. Paulista

Ser turista em sua própria cidade, acho q isso definiria boa parte da população paulistana.

Eu vivo na Avenida Paulista, é um dos lugares mais legais de São paulo na minha opinião. E durante um dos meus passeios percebi que nunca tinha ido nos museus que tem lá, o que é um absurdo, mas as vezes pela pura preguiça ou desconhecimento deixamos passar exposições incríveis  que talvez nunca mais teremos a oportunidade de ver.

Então hoje irei falar do roteiro de museus que visitei e quais exposições estão em cartaz.


O primeiro museu da paulista é a Japan house, inaugurada em maio de 2017. Toda a estrutura da fachada é feita de madeira, conta com três andares e um terraço muito "na paz" (nem parece que você está em plena paulista), uma cafeteria e um acervo de livros japoneses maravilhosos que só estão disponíveis pra consulta. A sensação de estar realmente no Japão é algo muito presente no locar, tanto pelas exposições mas também pelo clima e visual que o museu tem. É tudo muito iluminado, muito limpo e claro, e um lugar muito gostoso de ficar.

                   
Sou Fujimoto: Futuros do Futuro é  a exposição em exibição no espaço, que irá ficar até o dia 25 desse mês. Durante a exposição, me peguei pensando em como o artista viu a arquitetura ali. A exposoção me lembrou muito o dadaísmo, em questão de pensar que tudo e qualquer coisa pode ser arte ou arquitetura, tema principal das obras. A maneira como o artista faz a analogia entre o tamanho do ser humano com o objeto, chega a causa ansiedade e até um pouco de claustrofobia. Mais do que isso, a exposição me fez percebe como até nas coisas mais simples á arquitetura, e todo um estudo por trás. As maquetes criadas são maravilhosas e todos os projetos das construções desenvolvidos são de uma inteligência e futurismo muito interessante.
O instituto Itaú Cultural é um dos mais tradicionais centros culturais da Paulista, inaugurado em 1986. O espaço lá é gigantesco onde além de exposições, á palestras, cursos e outros eventos.

Havia duas exposições em exibição.  A primeira se chama Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ do Rio Jordão, localizada no segundo e primeiro subsolo. Onde é contada parte da cultura e costumes do povo Huni Kuin.
A cultura indígena é algo fascinante, ver como os índios interagem com a natureza, como eles vivem e seus costumes, me fez refletir o quanto de cultura antepassado temos e não damos o devido valor. A exposição é recheada de cores, pinturas fortes e enigmáticas, as vezes até um pouco assustadoras, videos documentais, desenhos de crianças, objetos de uso pessoal, e temos até a oportunidade de ouvir os cantos usados em rituais.
Já no Espaço Olavo Setubal, localizado no sexto andar do prédio, há a incrível coleção  Brasiliana Itaú e a Itaú Numismática. Onde cinco séculos da história de nosso país é contado por meio de pinturas, desenhos, moedas, livros, artefatos, entre outros. Essa exposição é GIGANTESCA e muito cansativa, mas vale muito a pena pois é um outro ponto de vista do Brasil e das pessoas que o habitavam naquela época. Você fica horas olhando as pinturas, os mapas, as pinturas, tentando entender e descobrir a onde seria aquele lugar nos dias de hoje. Mas ao mesmo tempo, não deixa de mostrar o preconceito e as dificuldades que os negros passavam na época.
E o último museu/centro cultural que fui foi o Centro Cultural Fiesp. Lá também havia várias exposições em cartaz, mas irei falar somente de duas. A primeira é São Paulo: Sinfonia de uma metrópole (acabei não tirando nenhuma foto dessa), onde a capital paulista é vista pelo olhar do fotógrafo Theodor Preising. Essa exposição é simplesmente maravilhosa, ver a São Paulo dos anos 30 e 40 é algo muito surpreendente, ainda mais pela qualidade fotográfica de cada registro.
E por fim, a última mas mais surpreendente exposição do dia, que me deixou completamente apaixonada, Circonjecturas do artista brasileiro Rafael Silveira. Mas gente, como eu nunca tinha ouvido falar nessa criatura divina antes???!!! A exposição é inacreditável linda, surpreendente e incrível. Além de ser uma exposição interdisciplinar, ou seja, ela mistura pinturas, instalações, fotografias, iluminação, bordados, entre outras surpresas. Além do artista ter uma traço que me deixou muito encantada (e com vontade de ter uma de suas obras em casa), as cores do seu trabalho foram o que me chamaram mais atenção. Muito rosa, muito azul, tons pastéis, seres humanos misturados com flores, toda a construção das suas obras são fascinantes. E com certeza eu irei voltar lá para apreciar seu trabalho.

O que percebi indo visitar os museus/centros culturais, foi a variedade de obras e exposições em exibição, que irão agradar públicos de todas as idades e gostos. Mas também, como essas exposições não são amplamente divulgadas na mídia, e isso é algo muito preocupante. Então espero que seja uma forma de divulgar os eventos culturais aqui de sp, e que todos aproveitem e se divirtam como eu me diverti.


Informação sobre os museus:

Japan House

Itaú Cultual

Centro Cultural Fiesp



18/01/2018

2017 bujo flip through 🤦 ⚡️

2018 começou a 16 dias e ainda não estou sabendo lidar com ele. Mas para variar vamos começar com o pé direito, primeiramente feliz ano novo a todos, espero que em 2018 todas as energias boas entrem na vida de vocês.

Segundo, já temos o primeiro video do ano \o/. Decidi fazer um flip through pelo meu bullet journal, que usei entre maio á dezembro de 2017. Foi meu segundo ano usando esse método e se tornou algo essencial na minha vida.


Como estava muito barulho aqui em casa, decidi não gravar voz over e só coloquei a o instrumental de Shangri la do VIXX como trilha sonora. Também tampei alguma partes do bujo, porque eram página pessoais, porque meu bujo também é meu diário.



Não se esqueçam de se inscrever no canal ( ̄ω ̄).

xoxo.

26/09/2017

SKAM // Review

Se vocês querem uma dica meus caros, nunca fiquem até as 4h da manhã vendo série.


    Olá humanos, como vão? Não lembrou qual foi a última série que me prendeu a ponto de querer fingir dor de barriga pra faltar no trabalho e terminar a temporada.

    SKAM é basicamente uma série sobre adolescentes. De origem norueguesa, é facilmente comparada com a britânica SKINS tanto pelo nome quanto pela temática, mas há um vão de diferenças entre as duas produções. SKAM ("vergonha" em português) se debruça sobre a vida de alguns adolescentes do ensino médio da cidade de Oslo. Deprimidos, apaixonados, inseguros e com uma garrafa de cerveja na mão, a temática não foge muito do que já conhecemos sobre séries que trazem o universo jovem como ponto principal, mas a forma com que são abordados os dramas é algo que a faz merecer uma resenha. 

    A primeira coisa interessante sobre SKAM é o "choque" cultural. Estamos tão acostumados com produções norte-americanas e inglesas que ouvir alguém falando "Jeg elsker deg" é de franzir a testa, assim como entender que esses caras fazem festa em um ônibus para a formatura (o chamado "Russ Bus")


     Quando a MTV era uma emissora que passava mais do que reality com ex, eu assisti a versão americana (muito criticada) de SKINS e a forma quase que exaustiva com que eles retratam um jovem chapado e inconsequente me deixaram com um pé atrás de começar outra série da mesma temática. Isso NÃO significa que uma seja melhor que a outra, apenas que são abordagens são diferentes. SKAM também mostra festas, umas garrafadas na cabeça e um ou dois cigarrinhos de erva, mas também traz maturidade e intensidade, além de uma ótima construção de personagens.
    
     Finalizada com quatro temporadas, a série dedica cada uma delas a um personagem diferente. Noora, a protagonista da segunda temporada, é uma garota com um discurso feminista afiado que acaba se envolvendo com o garoto "bad boy" mais clichê da história. É interessante ver os princípios dela se confrontando com seus sentimentos, suas atitudes sendo questionadas por um relacionamento que muita gente discute ser abusivo ou não. Temos Sana, uma das personagens mais irônicas e de personalidade forte da série que é simplesmente "uma muçulmana em um país sem fé"; uma verdadeira pistola de ensinamentos sobre fé e respeito. E como não falar de Isak? Eu fiquei muito feliz com o tato com que a produtora da série abordou a homossexualidade,  mostrando não apenas conflitos relacionados a aceitação externa sobre um sujeito gay, mas principalmente a forma com que ele próprio se vê, como lida com uma realidade repleta de esteriótipos e repressão. Houve sim aquela discussão do gostar do mesmo sexo como um tabu, mas a forma em que foi retratado foi bem sutil e maduro (principalmente se pensarmos no evento que foi criado em torno de um beijo gay na novela da Globo).

    Em todas as temporadas, os temas comuns fogem do banal ou do espetacular, se tornam sutis e inteligentes abordagens de uma realidade que eu, você e todo mundo já viveu. Os diálogos são bons, a atuação dos personagens é convincente e os dramas entre eles são abordados de uma forma "natural" (aspas, por que, convenhamos, ainda assim é um produto ficcional). Dentro da proposta de uma série sobre adolescentes, SKAM cumpre muito bem seu papel.

    Deixo como recomendação este vídeo sobre alguns simbolismos encontrados na série (o que mostra o quão bem pensada ela foi) e este, que é a visão de uma garota muçulmana sobre a personagem da Sana.

    A série é facilmente encontrada naquelas pesquisas básicas de assistir online do Google, por esse motivo não recomendarei links. 


Espero que tenham gostado, compartilhem o que acharam!
Beijos na bunda


20/08/2017

. Daybreak .

. Day .



서로를 알게 되었죠



애쓰려고 하지는 마 그래 맞아


환하게 빛날 날들을 마주하며








. Break .

. Night .

From the moon, To the stars 우주를 헤매다
꿈속을 날고 싶어 아침이 오기 전에


너의 일기 마지막 줄 거기엔 내가 항상 있을 거야 거기엔


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