28/06/2017

impostadas

aqui se concentram todas as imagens que um dia eu amei , mas nunca pude dizer ao mundo que o fazia. os retratos de andanças, de amores e espontaneidades que consegui congelar no tempo. as cores, luzes e texturas que roubei do tempo e doei à minha memória.








18/06/2017

memórias

     Percebi que nos últimos tempos minha pior inimiga tem sido minha memória. Não sei, exatamente, a que se deve isso. Um punhado de coisas excessivas na minha cabeça nos últimos dias ou apenas um cartão de memória com poucos Gigabytes no meu cérebro.
     Ontem eu estava com duas amigas no metrô relembrando dias em que fazíamos circo juntas. Essas com certeza são umas das minhas lembranças preferidas da vida, repletas de alegria, cor e nostalgia. Em determinado momento, eu queria só fechar os olhos e me transportar para aqueles dias. Mas então percebi o quão fragmentado é meu registro. Pequenas cenas de um ou dois segundos, imagens mentais de sorrisos, sentimentos que, na época, eu sentia no meu peito, mas que hoje mal consigo repassar na memória.
     Bom seria se esse fosse um fato isolado. Penso em como não lembro nada da vastidão de conteúdos que estudei para o vestibular. Em como eu fiquei tão emocionada vendo o show da minha banda preferida que parece que meu cérebro decidiu dar reset completo. Conversas que poderiam ter virado um livro, mas que deixei as traças da minha falha memória devorar. Pessoas que hoje eu não lembro da voz, livros que li e não lembro da história. Coisas que eu nem lembro que esqueci.
     Acredito que esse seja um dos meus mais profundos medos: não conseguir registrar bem minhas lembranças por saber que, no final, isso é o que dita nossa história. Isso que nos dá um vislumbre para saber quem somos e o que nos tornamos. Engraçado que existem coisas que eu arrancaria meu cérebro sem anestesia para esquecer. Outras que nem com as mais profundas reflexões eu consigo lembrar.
     O que, tristemente, me conforta é saber que talvez eu não seja a única. Essa talvez seja a explicação do por que nos tornamos tão obcecados com fotos, selfies e álbuns virtuais: a necessidade de registrar o que sabemos que nossas memórias vão esquecer. Criar gatilhos que nos levem de volta a pessoas, momentos e sentimentos que nunca mais voltarão. São post-its mentais para sabermos “ops, eu vivi isso aqui”.
     Mesmo com esse constante incômodo, eu acho que a vida é assim mesmo. As pessoas nascem, vivem e esquecem. Lembram do essencial até que a idade lhes tomem isso (e é por isso que o Alzheimer é uma das doenças mais cruéis que poderiam acometer um ser humano). 
Um grande “sad, but true” na nossa jornada.
     Cabe a mim apenas saber que um dia eu não lembrarei da garota que está sentada escrevendo de madrugada – mas que saberei que ela chegou a algum lugar. Ela apenas esqueceu de deixar migalhas pelo caminho. Cabe também registrar às pessoas que amo que eu as amo por que elas fizeram da minha vida um lugar muito melhor e lutaram por um lugar nas minhas lembranças felizes, mesmo que eu me esqueça de muitas delas.
Infelizmente, não há muito que eu possa fazer contra isso além de desejar que fosse diferente. 
     


E por fim, só como uma notinha de rodapé, quero dizer ao Facebook e seu diário “ Você tem lembranças para recordar hoje ” para ir à merda. Eu estou reclamando pelas minhas memórias, mas você não tem que me lembrar o quão trouxa eu era no ensino médio, beleza? 


07/06/2017

Bullet Journal Setup // Junho .2017.

Bullet Journal (or BuJo)
a customizable and forgiving organization system. It can be your to-do list, sketchbook, notebook, and diary, but most likely, it will be all of the above.

aka O único método de organização que funcionou para mim em todos esse anos.


Devo admitir que sou a louca dos caderninhos, tenho atualmente 7 na minha estante. Um para anotar livros, outro pro blog e pro Sky Ent., um para registro de momentos (diário), um dream journal (se quiserem faço post sobre)... Enfim, muitos cadernos. E eu sempre procurei métodos de organização para usar, testei muitos ao longos dos anos do colegial, mas sempre acabei desistindo ou desanimando por motivos duvidosos que nem vou comentar.

O que eu realmente queria era algum método que não fosse tão inflexível, tão regrado. Que me possibilitasse me divertir fazendo, mas que me incentivasse a concluir minhas tarefas e que fosse visualmente claro e bonitinho.

E ai, apareceu no meu Pinterest uma página de um tal de Bullet Journal. E depois de várias pesquisas, decidi testar esse método. E um ano depois, estou eu para fazer meu primeiro video sobre, e hoje vamos falar sobre o tema escolhido para o mês de Junho.

Para falar a verdade, a escolha do tema foi fortemente influenciada por essa cartela de adesivos. Eu comprei eles a muito tempo, mas nunca tive coragem de usar até agora.



Peço desculpas pela minha voz, eu tenho  sérios problemas com locução e narração (meu semestre de rádio na faculdade me mostrou isso) e tive de gravar várias vezes até ficar razoavelmente natural. Se quiserem uma lista de materiais usados, é só me avisar que eu incluo aqui.

Então é isso. Se vocês ainda não conhecem o método, é só acessar o site oficial do Bullet Journal, que lá tem tudo explicadinho (mas é em inglês). Se quiserem mais videos sobre o tema, é só deixar nos comentários que faço com prazer. Dicas de gravação, e sugestões de temas, são sempre bem vindas. E se ficaram curiosos em ver mais do meu Bujo e coisas do tipo, é só seguir meu insta de estudo @kitstudygram.


04/06/2017

MAIO // favoritos

O que dizer desse mês que teve oitenta dias?
Olá humanos, como vão? Sobreviveram ao mês de maio? Ouso dizer que esse foi um dos piores meses do ano até agora e junho vai precisar ser bem punk pra me surpreender. Perdi as contas de quantas madrugadas passei fazendo trabalhos de faculdade ou de quantos dias acordei pensando "eu realmente preciso de um salário? (sim preciso) ". Apesar de todas as outras frustrações que me fizeram querer entrar em uma piscina de cimento e ficar ali deitada, consegui fazer bastante coisa boa. Então, dedicado a  todos aqueles que tiveram a coragem de levantar 31 vezes em maio, seguem os favoritos do mês:
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29/05/2017

Projeto Psicologia das cores // Intro.

Projeto colorista. 

Essa é um dos temas das minhas aulas de Direção de Arte na faculdade.

A cor está presente em nosso cotidiano desde o momento em que abrimos nossos olhos. A visão é algo tão complexo que nem ouso falar sobre, e por incrível que pareça, as cores também são um assunto que leva anos de estudos para se compreender. Como meu professor disse, somos condicionados a interpretar e associar as cores com objetos e sentimentos, nós nunca aprendemos de fato o que a cor realmente é e seu significado. E talvez nós nunca iremos, mas saber que uma cor é mais do que se vê, é algo que no mínimo, desperta curiosidade.

Eu penso em fazer esse "projeto" a um tempo, reunir em um post fotos inspiradas em uma cor e dizer o que aquela cor significa. Mas depois da aula sobre cor eu desanimei um pouco, porque percebi que não sei absolutamente nada sobre cor. Conversei com a Blue, pensei mais sobre e mesmo sendo leiga no assunto, decidi continuar o projeto.

Basicamente, vão ser um post a cada duas semanas, onde irei falar sobre uma cor em específico, exemplificá-la e "explicar" seu significado (ou tentarei faze-lo). Estou encarando esse projeto não só como uma forma de estudo das cores, mas como um desafio fotográfico e uma forma de eu voltar a postar aqui e movimentar o canal do youtube também.

Mas antes de começarmos a falar sobre as cores em si, irei fazer uma minuscula introdução ao significado da cor, quantas existem na realidade, qual a diferença entre cor pigmento e cor luz e claro, ao básico do círculos de cores.


Então espero que gostem e nos vemos no próximo post.


21/05/2017

peter pan


Você precisa trabalhar
O trabalho enobrece o homem”, você diz para sua mente
Sentada no balcão de seu emprego medíocre
Onde algum cliente acabara de te xingar
[...]
Dizem que a melhor fase da vida é a juventude
Onde se têm as melhores experiências e loucuras
Você lembra disso também
Enquanto é esmagada na estação da Sé às 6h da tarde
Indo do trabalho para a faculdade
Você precisa estudar
Por que você não quer ficar no seu emprego medíocre pra vida toda
E “hoje em dia ensino superior não é mais nada”, como disse sua tia
E além do mais, metade da sua sala do ensino médio já está a um semestre
Na sua frente
[...]
Você precisa cuidar do seu corpo
Por que afinal essa dupla jornada
Fode com a sua saúde
Então você procura uma academia que abra antes do Sol aparecer
Que é o horário que dá pra ‘encaixar’
E se convence que é realmente em prol da sua saúde
Que acorda duas horas mais cedo
Para correr na esteira feito um hamster 
[...]
Mas a academia é cara
Então você vende seu vale alimentação e come
“Qualquer coisinha aí” pra compensar as contas
Mas você precisa comer bem
Afinal do que adianta malhar e comer merda?
Mas você passa o dia fora e vendeu seu VR
Então você leva potinhos de comida saudável
Mas os potinhos pesam na sua mochila
E fodem com sua coluna
Então você passa na farmácia e compra qualquer relaxante muscular aí
Por que o convênio não é para frescuras
[...]
Então você volta para casa
Em um ônibus vazio
Na verdade ele não está vazio
Mas você não precisa ceder o lugar pra ninguém
Afinal todos no ônibus são universitários tão fodidos quanto você
Então você responde todas as suas trezentas e cinquenta e nove
Mensagens no celular
Afinal, na era digital, que tipo de amiga você é se passar um dia sem mandar
Um emoji
Então você decide ouvir música
Mas você poderia estar fazendo algo mais útil e importante na sua vida
Então você abre um portal de notícias
Mas fecha, por que você está cansada demais para pensar
Então você decide encostar a cabeça na janela e simplesmente aproveitar a vista cotidiana
E naquela noite o céu está tão limpo, as luzes estão tão brilhantes que você quase sentiu paz
(Mas se esqueceu que aquela paz era apenas o efeito do relaxante muscular)
[...]
Você cai no sono
Mas ao cair no sono se esqueceu da principal regra da vida quando você é mulher
Você tem que tomar cuidado
Por que você acordou no terminal de ônibus fechado
E existem dois homens ao seu lado tentando subir sua saia
E você percebe que está sozinha naquele ônibus
Por que em cidade grande tá todo mundo muito ocupado para olhar para o lado
E eles dizem “isso não é hora de mulher estar na rua”
Mas eles não perguntaram se você foi trabalhar e estudar
Ou se caiu no sono por que acordou duas horas antes para ir para a maldita academia
Você consegue correr
E volta pra casa em um taxi que custará mais do que você vai receber no dia 30
Então você treme ao abrir a porta
Mas percebe que todo mundo na sala também treme
Por que todo mundo teve um dia miserável a sua maneira
E só conseguem discutir quem teve o dia mais cansativo
Por que, afinal, o trabalho enobrece o homem

Então você sobe as escadas
E revira a bolsa para encontrar aquela caixinha de relaxante muscular
E pensa que talvez não seja uma má ideia tomar mais de um
Ou a caixa toda
Por que você precisa 
muito
relaxar
[...]
Você morre
Por que alguém, em algum momento
Decidiu que seria bom uma tecnologia
Rápida
Eficiente
Multitarefa
E jovem
Mas esqueceu de lembrar que o humano
Ainda é biológico.


11/04/2017

"Não é igual ao Spotify" I (Lollapalooza)

[ AVISO: ISSO É UM POST GIGANTE E SEM QUALQUER UTILIDADE PÚBLICA ]

"Ouvir uma música no Spotify não é a mesma coisa que ver um show". Curiosamente eu havia esquecido dessa anotação no meu caderno da faculdade. Mas a época de provas me lembrou. Nesta aula meu professor explicou sobre como a arte não possui mais "aura", como é chamada a marca do artista, uma assinatura, um símbolo de originalidade. Dada a estranheza de nós, alunos durante essa afirmação, ele explicou que os veículos pelos quais utilizamos as mídias que somos fãs são industrializados, são máquinas, logo o que ouvimos/vemos/consumimos e nos tornamos fãs é "sem aura".
Essa anotação foi feita no final de fevereiro.

Março foi o mês em que mais fui em shows de toda a minha vida. Mas não, este não será uma resenha sobre como foi o palco de determinado show ou como a maldita pulseirinha do Lollapalooza não funcionava para comprar caderninhos. Outros setecentos blogs já fizeram isso.  Essa é uma resenha interna. Está mais para um monólogo. Ou para o relato de uma grande idiota de dezenove anos que ainda sofre por ídolo.


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