20/02/2018

São Paulo em um dia // Alguns museus da Av. Paulista

Ser turista em sua própria cidade, acho q isso definiria boa parte da população paulistana.

Eu vivo na Avenida Paulista, é um dos lugares mais legais de São paulo na minha opinião. E durante um dos meus passeios percebi que nunca tinha ido nos museus que tem lá, o que é um absurdo, mas as vezes pela pura preguiça ou desconhecimento deixamos passar exposições incríveis  que talvez nunca mais teremos a oportunidade de ver.

Então hoje irei falar do roteiro de museus que visitei e quais exposições estão em cartaz.


O primeiro museu da paulista é a Japan house, inaugurada em maio de 2017. Toda a estrutura da fachada é feita de madeira, conta com três andares e um terraço muito "na paz" (nem parece que você está em plena paulista), uma cafeteria e um acervo de livros japoneses maravilhosos que só estão disponíveis pra consulta. A sensação de estar realmente no Japão é algo muito presente no locar, tanto pelas exposições mas também pelo clima e visual que o museu tem. É tudo muito iluminado, muito limpo e claro, e um lugar muito gostoso de ficar.

                   
Sou Fujimoto: Futuros do Futuro é  a exposição em exibição no espaço, que irá ficar até o dia 25 desse mês. Durante a exposição, me peguei pensando em como o artista viu a arquitetura ali. A exposoção me lembrou muito o dadaísmo, em questão de pensar que tudo e qualquer coisa pode ser arte ou arquitetura, tema principal das obras. A maneira como o artista faz a analogia entre o tamanho do ser humano com o objeto, chega a causa ansiedade e até um pouco de claustrofobia. Mais do que isso, a exposição me fez percebe como até nas coisas mais simples á arquitetura, e todo um estudo por trás. As maquetes criadas são maravilhosas e todos os projetos das construções desenvolvidos são de uma inteligência e futurismo muito interessante.
O instituto Itaú Cultural é um dos mais tradicionais centros culturais da Paulista, inaugurado em 1986. O espaço lá é gigantesco onde além de exposições, á palestras, cursos e outros eventos.

Havia duas exposições em exibição.  A primeira se chama Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ do Rio Jordão, localizada no segundo e primeiro subsolo. Onde é contada parte da cultura e costumes do povo Huni Kuin.
A cultura indígena é algo fascinante, ver como os índios interagem com a natureza, como eles vivem e seus costumes, me fez refletir o quanto de cultura antepassado temos e não damos o devido valor. A exposição é recheada de cores, pinturas fortes e enigmáticas, as vezes até um pouco assustadoras, videos documentais, desenhos de crianças, objetos de uso pessoal, e temos até a oportunidade de ouvir os cantos usados em rituais.
Já no Espaço Olavo Setubal, localizado no sexto andar do prédio, há a incrível coleção  Brasiliana Itaú e a Itaú Numismática. Onde cinco séculos da história de nosso país é contado por meio de pinturas, desenhos, moedas, livros, artefatos, entre outros. Essa exposição é GIGANTESCA e muito cansativa, mas vale muito a pena pois é um outro ponto de vista do Brasil e das pessoas que o habitavam naquela época. Você fica horas olhando as pinturas, os mapas, as pinturas, tentando entender e descobrir a onde seria aquele lugar nos dias de hoje. Mas ao mesmo tempo, não deixa de mostrar o preconceito e as dificuldades que os negros passavam na época.
E o último museu/centro cultural que fui foi o Centro Cultural Fiesp. Lá também havia várias exposições em cartaz, mas irei falar somente de duas. A primeira é São Paulo: Sinfonia de uma metrópole (acabei não tirando nenhuma foto dessa), onde a capital paulista é vista pelo olhar do fotógrafo Theodor Preising. Essa exposição é simplesmente maravilhosa, ver a São Paulo dos anos 30 e 40 é algo muito surpreendente, ainda mais pela qualidade fotográfica de cada registro.
E por fim, a última mas mais surpreendente exposição do dia, que me deixou completamente apaixonada, Circonjecturas do artista brasileiro Rafael Silveira. Mas gente, como eu nunca tinha ouvido falar nessa criatura divina antes???!!! A exposição é inacreditável linda, surpreendente e incrível. Além de ser uma exposição interdisciplinar, ou seja, ela mistura pinturas, instalações, fotografias, iluminação, bordados, entre outras surpresas. Além do artista ter uma traço que me deixou muito encantada (e com vontade de ter uma de suas obras em casa), as cores do seu trabalho foram o que me chamaram mais atenção. Muito rosa, muito azul, tons pastéis, seres humanos misturados com flores, toda a construção das suas obras são fascinantes. E com certeza eu irei voltar lá para apreciar seu trabalho.

O que percebi indo visitar os museus/centros culturais, foi a variedade de obras e exposições em exibição, que irão agradar públicos de todas as idades e gostos. Mas também, como essas exposições não são amplamente divulgadas na mídia, e isso é algo muito preocupante. Então espero que seja uma forma de divulgar os eventos culturais aqui de sp, e que todos aproveitem e se divirtam como eu me diverti.


Informação sobre os museus:

Japan House

Itaú Cultual

Centro Cultural Fiesp



18/01/2018

2017 bujo flip through 🤦 ⚡️

2018 começou a 16 dias e ainda não estou sabendo lidar com ele. Mas para variar vamos começar com o pé direito, primeiramente feliz ano novo a todos, espero que em 2018 todas as energias boas entrem na vida de vocês.

Segundo, já temos o primeiro video do ano \o/. Decidi fazer um flip through pelo meu bullet journal, que usei entre maio á dezembro de 2017. Foi meu segundo ano usando esse método e se tornou algo essencial na minha vida.


Como estava muito barulho aqui em casa, decidi não gravar voz over e só coloquei a o instrumental de Shangri la do VIXX como trilha sonora. Também tampei alguma partes do bujo, porque eram página pessoais, porque meu bujo também é meu diário.



Não se esqueçam de se inscrever no canal ( ̄ω ̄).

xoxo.

26/09/2017

SKAM // Review

Se vocês querem uma dica meus caros, nunca fiquem até as 4h da manhã vendo série.


    Olá humanos, como vão? Não lembrou qual foi a última série que me prendeu a ponto de querer fingir dor de barriga pra faltar no trabalho e terminar a temporada.

    SKAM é basicamente uma série sobre adolescentes. De origem norueguesa, é facilmente comparada com a britânica SKINS tanto pelo nome quanto pela temática, mas há um vão de diferenças entre as duas produções. SKAM ("vergonha" em português) se debruça sobre a vida de alguns adolescentes do ensino médio da cidade de Oslo. Deprimidos, apaixonados, inseguros e com uma garrafa de cerveja na mão, a temática não foge muito do que já conhecemos sobre séries que trazem o universo jovem como ponto principal, mas a forma com que são abordados os dramas é algo que a faz merecer uma resenha. 

    A primeira coisa interessante sobre SKAM é o "choque" cultural. Estamos tão acostumados com produções norte-americanas e inglesas que ouvir alguém falando "Jeg elsker deg" é de franzir a testa, assim como entender que esses caras fazem festa em um ônibus para a formatura (o chamado "Russ Bus")


     Quando a MTV era uma emissora que passava mais do que reality com ex, eu assisti a versão americana (muito criticada) de SKINS e a forma quase que exaustiva com que eles retratam um jovem chapado e inconsequente me deixaram com um pé atrás de começar outra série da mesma temática. Isso NÃO significa que uma seja melhor que a outra, apenas que são abordagens são diferentes. SKAM também mostra festas, umas garrafadas na cabeça e um ou dois cigarrinhos de erva, mas também traz maturidade e intensidade, além de uma ótima construção de personagens.
    
     Finalizada com quatro temporadas, a série dedica cada uma delas a um personagem diferente. Noora, a protagonista da segunda temporada, é uma garota com um discurso feminista afiado que acaba se envolvendo com o garoto "bad boy" mais clichê da história. É interessante ver os princípios dela se confrontando com seus sentimentos, suas atitudes sendo questionadas por um relacionamento que muita gente discute ser abusivo ou não. Temos Sana, uma das personagens mais irônicas e de personalidade forte da série que é simplesmente "uma muçulmana em um país sem fé"; uma verdadeira pistola de ensinamentos sobre fé e respeito. E como não falar de Isak? Eu fiquei muito feliz com o tato com que a produtora da série abordou a homossexualidade,  mostrando não apenas conflitos relacionados a aceitação externa sobre um sujeito gay, mas principalmente a forma com que ele próprio se vê, como lida com uma realidade repleta de esteriótipos e repressão. Houve sim aquela discussão do gostar do mesmo sexo como um tabu, mas a forma em que foi retratado foi bem sutil e maduro (principalmente se pensarmos no evento que foi criado em torno de um beijo gay na novela da Globo).

    Em todas as temporadas, os temas comuns fogem do banal ou do espetacular, se tornam sutis e inteligentes abordagens de uma realidade que eu, você e todo mundo já viveu. Os diálogos são bons, a atuação dos personagens é convincente e os dramas entre eles são abordados de uma forma "natural" (aspas, por que, convenhamos, ainda assim é um produto ficcional). Dentro da proposta de uma série sobre adolescentes, SKAM cumpre muito bem seu papel.

    Deixo como recomendação este vídeo sobre alguns simbolismos encontrados na série (o que mostra o quão bem pensada ela foi) e este, que é a visão de uma garota muçulmana sobre a personagem da Sana.

    A série é facilmente encontrada naquelas pesquisas básicas de assistir online do Google, por esse motivo não recomendarei links. 


Espero que tenham gostado, compartilhem o que acharam!
Beijos na bunda


20/08/2017

. Daybreak .

. Day .



서로를 알게 되었죠



애쓰려고 하지는 마 그래 맞아


환하게 빛날 날들을 마주하며








. Break .

. Night .

From the moon, To the stars 우주를 헤매다
꿈속을 날고 싶어 아침이 오기 전에


너의 일기 마지막 줄 거기엔 내가 항상 있을 거야 거기엔


28/06/2017

impostadas

aqui se concentram todas as imagens que um dia eu amei , mas nunca pude dizer ao mundo que o fazia. os retratos de andanças, de amores e espontaneidades que consegui congelar no tempo. as cores, luzes e texturas que roubei do tempo e doei à minha memória.








18/06/2017

memórias

     Percebi que nos últimos tempos minha pior inimiga tem sido minha memória. Não sei, exatamente, a que se deve isso. Um punhado de coisas excessivas na minha cabeça nos últimos dias ou apenas um cartão de memória com poucos Gigabytes no meu cérebro.
     Ontem eu estava com duas amigas no metrô relembrando dias em que fazíamos circo juntas. Essas com certeza são umas das minhas lembranças preferidas da vida, repletas de alegria, cor e nostalgia. Em determinado momento, eu queria só fechar os olhos e me transportar para aqueles dias. Mas então percebi o quão fragmentado é meu registro. Pequenas cenas de um ou dois segundos, imagens mentais de sorrisos, sentimentos que, na época, eu sentia no meu peito, mas que hoje mal consigo repassar na memória.
     Bom seria se esse fosse um fato isolado. Penso em como não lembro nada da vastidão de conteúdos que estudei para o vestibular. Em como eu fiquei tão emocionada vendo o show da minha banda preferida que parece que meu cérebro decidiu dar reset completo. Conversas que poderiam ter virado um livro, mas que deixei as traças da minha falha memória devorar. Pessoas que hoje eu não lembro da voz, livros que li e não lembro da história. Coisas que eu nem lembro que esqueci.
     Acredito que esse seja um dos meus mais profundos medos: não conseguir registrar bem minhas lembranças por saber que, no final, isso é o que dita nossa história. Isso que nos dá um vislumbre para saber quem somos e o que nos tornamos. Engraçado que existem coisas que eu arrancaria meu cérebro sem anestesia para esquecer. Outras que nem com as mais profundas reflexões eu consigo lembrar.
     O que, tristemente, me conforta é saber que talvez eu não seja a única. Essa talvez seja a explicação do por que nos tornamos tão obcecados com fotos, selfies e álbuns virtuais: a necessidade de registrar o que sabemos que nossas memórias vão esquecer. Criar gatilhos que nos levem de volta a pessoas, momentos e sentimentos que nunca mais voltarão. São post-its mentais para sabermos “ops, eu vivi isso aqui”.
     Mesmo com esse constante incômodo, eu acho que a vida é assim mesmo. As pessoas nascem, vivem e esquecem. Lembram do essencial até que a idade lhes tomem isso (e é por isso que o Alzheimer é uma das doenças mais cruéis que poderiam acometer um ser humano). 
Um grande “sad, but true” na nossa jornada.
     Cabe a mim apenas saber que um dia eu não lembrarei da garota que está sentada escrevendo de madrugada – mas que saberei que ela chegou a algum lugar. Ela apenas esqueceu de deixar migalhas pelo caminho. Cabe também registrar às pessoas que amo que eu as amo por que elas fizeram da minha vida um lugar muito melhor e lutaram por um lugar nas minhas lembranças felizes, mesmo que eu me esqueça de muitas delas.
Infelizmente, não há muito que eu possa fazer contra isso além de desejar que fosse diferente. 
     


E por fim, só como uma notinha de rodapé, quero dizer ao Facebook e seu diário “ Você tem lembranças para recordar hoje ” para ir à merda. Eu estou reclamando pelas minhas memórias, mas você não tem que me lembrar o quão trouxa eu era no ensino médio, beleza? 


07/06/2017

Bullet Journal Setup // Junho .2017.

Bullet Journal (or BuJo)
a customizable and forgiving organization system. It can be your to-do list, sketchbook, notebook, and diary, but most likely, it will be all of the above.

aka O único método de organização que funcionou para mim em todos esse anos.


Devo admitir que sou a louca dos caderninhos, tenho atualmente 7 na minha estante. Um para anotar livros, outro pro blog e pro Sky Ent., um para registro de momentos (diário), um dream journal (se quiserem faço post sobre)... Enfim, muitos cadernos. E eu sempre procurei métodos de organização para usar, testei muitos ao longos dos anos do colegial, mas sempre acabei desistindo ou desanimando por motivos duvidosos que nem vou comentar.

O que eu realmente queria era algum método que não fosse tão inflexível, tão regrado. Que me possibilitasse me divertir fazendo, mas que me incentivasse a concluir minhas tarefas e que fosse visualmente claro e bonitinho.

E ai, apareceu no meu Pinterest uma página de um tal de Bullet Journal. E depois de várias pesquisas, decidi testar esse método. E um ano depois, estou eu para fazer meu primeiro video sobre, e hoje vamos falar sobre o tema escolhido para o mês de Junho.

Para falar a verdade, a escolha do tema foi fortemente influenciada por essa cartela de adesivos. Eu comprei eles a muito tempo, mas nunca tive coragem de usar até agora.



Peço desculpas pela minha voz, eu tenho  sérios problemas com locução e narração (meu semestre de rádio na faculdade me mostrou isso) e tive de gravar várias vezes até ficar razoavelmente natural. Se quiserem uma lista de materiais usados, é só me avisar que eu incluo aqui.

Então é isso. Se vocês ainda não conhecem o método, é só acessar o site oficial do Bullet Journal, que lá tem tudo explicadinho (mas é em inglês). Se quiserem mais videos sobre o tema, é só deixar nos comentários que faço com prazer. Dicas de gravação, e sugestões de temas, são sempre bem vindas. E se ficaram curiosos em ver mais do meu Bujo e coisas do tipo, é só seguir meu insta de estudo @kitstudygram.


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