03/04/2017

E já passou // Uma reflexão sobre shows

Março foi um mês excepcional. Em um intervalo de duas semanas, fui em dois shows. Pode parecer algo bobo para alguns, e até mesmo fútil para outros, mas shows para mim sempre foram raros, por diversos motivos, e é algo que eu realmente gosto de ir. Um deles, criei altas expectativas, o outro, tinha uma curiosidade do desconhecido.

Duas culturas opostas. Coreano e inglesa. Dois shows completamente diferentes.

Mas não estou aqui para falar sobre os shows em específicos, e sim sobre toda essa áurea e energia que englobas esses eventos.

Acho que ver seus artistas ao vivo é o sonho de quase todo mundo, ter a certeza que a música que você ouve condiz com a realidade, que não é um mero efeito no autotune. Esse sempre foi meu medo, ir no show e me decepcionar, perceber que o real não condiz com o digital, que não dava a mesma sensação.

No dia 19 de março tive minha primeira experiência em um show de música coreana. Foram nove horas de fila só para comprar o ingresso, mais dez horas só para entrar na casa de show. Peguei chuva, frio, vento, vontade de ir no banheiro, e realmente chegou uma hora que eu me perguntei o que eu estava fazendo ali.

Já no dia 27 de março, eu tive minha primeira experiência de ir em um show sem saber absolutamente nada da banda. Não foi planejado, eu fui para acompanhar a Blue. Foram sete horas de fila para entrar. Peguei chuva, frio, estava com cólica, mas em nenhum momento eu me arrependi de estar ali.

Essas duas experiências me fizeram refletir no que para mim significa ir em show.

Na minha visão, há uma linha tênue entre ser fã e ser histérica. Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que queria que toda a plateia ficar quieta enquanto o artista está se apresentando, muito pelo contrário, acho essa a beleza e impacto que o público brasileiro tem em show. Nós cantamos todas as músicas, nos emocionamos, gritamos e pulamos o show todo, expressamos em atos todo nosso amor por eles. Mas ficar gritando os 120 minutos de show o nome dos integrantes, não parar de gritar mesmo quando eles pedem e não conseguir entender quando estão conversando conosco. Isso me desculpem, eu não consigo suportar.

Às vezes, a única coisa que devemos fazer em shows, é simplesmente parar e observar, com seus próprios olhos, não pela tela do celular. É ouvir a voz das pessoas que conseguem cantar seus sentimentos, reparar no jeito que se comportam, como interagem com os outros integrantes e como olham para o público.

Ambos os shows foram incríveis, não vou negar. Mas para mim, o que completa o show, não são apenas os artistas, e sim os fãs. É o momento que pessoas que nem você, se reúnem para agradecer e demonstrar amor. Não tem coisas melhor do que conversar sobre música, ainda mais com pessoas que falam a mesma língua que você. É legal dividir esse momento com os outros, jogar UNO na fila, conversar sobre a vida, talvez você não verá mais aquelas pessoas, mas de alguma maneira vocês estarão sempre ligados.

Parece fantasia demais, mas é assim que eu penso. Estar em um show, é como estar em um mar de alegrias, não em um campo de guerra, onde iremos disputar os integrantes.

Ficamos esperam tanto por oportunidades como essas, não vale a pena desperdiça-las, ou torna-las boas apenas para você. Por que quando você menos espera, já passou. E o sentimento que fica, irá te acompanhar até o próximo show.


ps: só agora percebi que não tenho fotos do show do BTS, só tenho videos.

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