04/06/2017

MAIO // favoritos

O que dizer desse mês que teve oitenta dias?
Olá humanos, como vão? Sobreviveram ao mês de maio? Ouso dizer que esse foi um dos piores meses do ano até agora e junho vai precisar ser bem punk pra me surpreender. Perdi as contas de quantas madrugadas passei fazendo trabalhos de faculdade ou de quantos dias acordei pensando "eu realmente preciso de um salário? (sim preciso) ". Apesar de todas as outras frustrações que me fizeram querer entrar em uma piscina de cimento e ficar ali deitada, consegui fazer bastante coisa boa. Então, dedicado a  todos aqueles que tiveram a coragem de levantar 31 vezes em maio, seguem os favoritos do mês:
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   Os primeiros sete dias do mês foram dedicados ao famigerado "Thirteen Reasons Why". Não escondo, assisti apenas por que 99,9% da população do meu Facebook estava falando "Ai meu deus vamos falar sobre suicídio como se fosse algo inédito". No geral, não gostei da série. Não odiei e ainda pretendo fazer uma análise sobre, mas até lá gostaria de dividir três pensamentos.  O primeiro é "caralho o que uma série com uma temática pesada como essa está fazendo numa embalagem de série teen?" A produção podia ter sido mais madura. Segundo, não dá pra julgar a Hanna. Óbvio? Nem tanto. Ouvi uma porrada de gente com aquele "nossa mas isso não era motivo para ela se matar" ou "ela não fez nada em relação a...". Equação simples humanos: eu não vivo a vida dela + eu não tenho os pensamentos/estabilidade emocional/realidade dela = eu não sei o que ela sente. Quer falar sobre os personagens, ok. Discutir sobre os Joy Division que toca? Senta aqui. Mas na minha opinião, não dá pra discutir a vida da garota. 
    Por último, eu sinto que ninguém aprendeu porra nenhuma com isso. Como eu disse, brotaram do esgoto textões " ai vamos falar sobre...", mas de verdade, 13RW é uma série para reflexão. Em algum momento na vida, todos nós já fomos Hanna Baker. Já fomos im Clay, já fomos um Alex. Podemos até ter sido um Justin. E é sobre isso que as pessoas deveriam pensar. Pensar em como cada atitude teve uma consequência e pensar qual fita nós estaríamos na vida de alguém. E não apenas jogar no seu seleto grupo de amigos virtuais o quão boa pessoa você é por pensar que suicídio é algo preocupante. Já ouviram falar de Aokigahara? É uma floresta no Japão onde a galera vai para se matar. Já contaram mais de cem corpos por ano. Registros deduzem que os suicídios acontecem desde o sec. XIX. Muitos deles adolescentes que não passaram em vestibulares/engravidaram/etc. E eu nunca vi a galera do meu Facebook fazendo alarde sobre...

Ainda sobre Facebook: se você acompanha memes, já viu essa garota em algum lugar. Foi a primeira temporada dela que animou minhas viagens de ônibus do mês. Daria é uma animação dos anos 90 da MTV que conta a história da Daria  Mongendorffer, uma adolescente sarcástica e amarga que vive um típico ensino médio americano. Eu sinceramente não sei descrever o quanto eu gostei dessa série, mas digo que minha vontade era de sentar com a Daria e falar "vem cá, eu também odeio humanos vamos ser pessimistas juntas". A série carrega um humor inteligente, mas também consegue abordar assuntos sérios e discutíveis. Sempre fui muito fã das produções midiáticas dos anos 90, mas é impressionante ver como Daria continua sendo uma narrativa com humor e discussões atuais. (Este blog disponibiliza as 5 temporadas legendadas \o/).


Okay, essa é a parte que me deixou pesada nesse mês. Devo dizer que uma das melhores partes de fazer jornalismo é sair da sua zona de conforto. A leitura desse semestre foi Holocausto Brasileiro, da jornalista investigativa Daniela Arbex. Assim, é um livro que em diversos momentos você fecha,  para e pensa "Ok, agora eu desisto da humanidade." Holocausto conta a história do Hospital Colônia, maior hospício brasileiro que, desde 1903, tratou uma parcela dos humanos indesejados socialmente como verdadeiros l-i-x-o-s. Pessoas como eu e você jogadas em pátios nuas no frio, tomando água de esgoto e comendo ratos, tudo isso logo ali, em Minas Gerais. Eu pensei muito e decidi que não vou fazer uma resenha sobre esse livro. Essa não é uma obra que você recomenda como um romance adolescente; essa é uma coisa que nós, como cidadãos e humanos, devemos tomar conhecimento de forma integral. Então, se você puder, leia.

Eu tenho uma política pessoal de saúde mental: depois de todo livro pesado eu leio um livro besta. Sabe, pra manter a sanidade. Mas falhei miseravelmente ao pegar o livro Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven. Finch é um jovem problemático que, em uma bela tarde chuvosa decide tentar suicídio na torre da sua escola. Mas, para sua surpresa, divide a experiência com a popular Violet Markey, que está ali com o mesmo propósito. Opinião sobre a obra?  Ô LIVRO FILHO DA PUTA. Fazia muito tempo que alguma coisa não me deixava a ponto de chorar. São personagens intensos com histórias intensas com um final tristemente óbvio. Okay, esse eu resenho em breve.



SORTEIO LANÇADO NO BLOG GALERA! Quem descobrir o que aconteceu com Paramore no último álbum deles ganha um beijo da Blue não disse onde. Maio foi mês em que eu - como fã dessa banda  desde que eles fizeram música pra filme de vampiro-  esperei o álbum novo. E, sinceramente, ainda não sei o que achar . After Laughter tem uma pegada muito indie pop/hipster/MVdekpop, com músicas com sonoridades bem alegres, dançantes e amenas. Desde o auto-intitulado de 2013, dava pra perceber que a banda estava envergando para o lado pop da música, mas AL foi algo tão diferente que até agora não consigo relacionar as canções com o nome Paramore. Isso não significa que eu não gostei, inclusive, se você prestar atenção, percebera que atrás dessas batidinhas sintéticas existem letras bem intensas. Se a banda estiver feliz com essa nova vibe, então eu estarei feliz também :) .
"E se eu sair hoje à noite
Me vestir com meus medos
Acha que eu pareceria bem
Com essas lágrimas de rímel?
Veja, vou colocar meu batom
Todo borrado
E se as luzes estiverem fracas
Nunca verão minha expressão de desagrado..."
- Fake Happy- After Laughter

Decidi esse mês fazer uma playlist. Minha alma emo 2009 estava bem agitada este mês, então eu contrastava de uns Pierce the Veil até uns K-pop. As rainhas do HAIM  e os deuses do Royal Blood estão lançando coisa nova, então perdi mais uns 12% de audição nesse mês. E mano, Phoenix vem em novembro, já estou preparando meus pés para pular demais. 


Esse post ficou - MUITO - maior do que eu planejava, mas me restrinjo demais em relação a escrita na faculdade, acho que posso exagerar aqui. Esse mês consegui voltar para o circo, tirar 10 em um conto que escrevi para a faculdade e descobrir que salário é muito curto para muito show. 5 Seconds of Summer em setembro e Aurora com a Cah em outubro - yeeeeeeeeey  \o/.
Maio serviu para ensinar bastante coisa. Mas você já pode ir embora e não mais voltar.
Para que chegou até aqui, gratidões e beijos azuis :3
Até a próxima!




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